A adaptação de sites para a internet móvel é assunto que sempre gera discussões quando uma empresa decide fazê-lo.
Muitas vezes as marcas passam todo o conteúdo da web para o mobile site, tornando aquilo uma página grande e pesada, que além de demorar a carregar, torna-se cara para o usuário acessar. Por outro lado, há marcas que optam por uma versão extremamente simplista e frustram o usuário por não conseguir fazer tudo o que deseja usando o aparelho celular.
Por isso, neste post, a AdMob apresentou o termo “middle web”. Nele é abordado o conceito de que o celular está no meio do caminho entre as páginas web e aquelas primeiras versões pouco funcionais feitas para celulares até então. O segredo é identificar o que é essencial para atender a demanda do usuário em mobilidade e entregar aquele conteúdo ou serviço de forma apropriada para cada aparelho. Dito isso, as decisões acabam se repartindo em dois campos: conteúdo e tecnologia.
Para facilitar o entendimento, podemos usar como exemplo o case da mobilização do portal ClicRBS, projeto que desenvolvemos em conjunto com a RBS no ano passado. Quando iniciamos o projeto, houve intensos debates sobre que tipo de conteúdo deveria estar disponível na versão móvel. Uma simples olhada na figura abaixo (screenshot do portal) mostra a inviabilidade de se colocar “tudo” no mobile site.

Foram priorizadas à época as funcionalidades de destaques, as notícias divididas por canais e regiões (SC ou RS), serviço de previsão do tempo, um canal especial das eleições de 2008 e links para os canais mobile de Esportes e do portal de serviços Hagah. Além disso, para atender os usuários de smartphones (ex. iPhone) que realmente desejassem ver todo o conteúdo, é possível para o usuário escolher a opção “Visualizar a versão para PC”, abrindo assim a página Web normal.
No aspecto tecnológico, foram desenvolvidas três versões diferentes para famílias de celulares distintas: celulares com tela pequena, smartphones e o iPhone. Não só o layout é diferente para cada versão, como também o conteúdo tem algumas pequenas variações. Por exemplo, na seção de destaques, as imagens só aparecem para os smartphones e iPhone, onde subentende-se que os usuários terão menos problemas com custo e velocidade do tráfego de dados. (a decisão de colocar imagem ou não em um determinado destaque no mobile site está a cargo dos editores do conteúdo pelo sistema de publicação Web)
As figuras abaixo mostram um exemplo de versões diferentes para celulares diferentes.

Para que essa abordagem de diferentes versões funcione, é imprescindível que haja uma plataforma de identificação de celulares que reconheça e entregue a versão correta para cada aparelho. Além disso, é importante ressaltar que os mobile sites necessitam de ferramentas de monitoramento de tráfego específicas (mobile analytics).
Para quem se interessou e deseja saber um pouco mais, temos um artigo falando do assunto e um eBook com algumas dicas de como usar a Internet móvel de forma eficiente para os negócios. Faça o download aqui.






April 15th, 2010 at 4:00 pm
[...] A seqüencia de aulas é um ponto interessante mas merece uma análise mais profunda. Embora o conteúdo seja útil, vemos diversas aulas durando mais que 40 minutos. Para esse tipo de atividade e sua duração, não há muitas razões para que o usuário não veja o conteúdo no computador. É o tipo de material que não agrega muito por estar no celular. Seria mais interessante, por exemplo, fornecer alguns exercícios práticos curtos ou salvar algumas cifras. Já abordamos no blog que o usuário de celular busca coisas diferentes dos usuários de PCs. [...]