Costumamos tratar o mobile marketing de forma exclusiva aqui no blog, já que mobile é um grande e complexo universo. Existem diversos aparelhos, estratégias diferentes para cada tipo de público/ação e vários outros pequenos detalhes.
No entanto, as ações de Mobile Marketing em geral apresentam resultados muito melhores quando combinados com outros canais, desde que se entenda bem o papel de cada meio na comunicação e serviço para o cliente. Por exemplo, no Marketing na Internet, algumas características são bastante parecidas com o que se recomenda no mobile marketing. Em ambos os casos é necessária a vontade do usuário para que a interação exista, o que exige que a marca ofereça um bom conteúdo. Assim como é o usuário quem decide baixar ou não um aplicativo, é o usuário quem decide abrir ou não seu site, twittar ou não seu conteúdo, etc. Por isso é importante aproveitar quando um usuário aceita que a marca faça parte da vida dele e tentar deixá-lo o mais conectado à marca possível. Quanto mais engajamento o usuário tiver, maior a chance de se tornar um cliente.
Dessa forma é importante conciliar todos os diferentes canais usados pela marca e fazer com que eles se complementem e mantenham o cliente ou potencial cliente próximo. Um canal pode ser a chave do sucesso para outro.
Para aumentar o número de inscrições no Prêmio MPE Brasil 2009, por exemplo, usamos o torpedo de voz e um mobile site como complemento ao envio de email marketing para a base de cadastrados do SEBRAE. Isso dobrou o número de inscritos em relação ao ano anterior.
Não há porque não usar um canal para divulgar o outro. Se você tem, por exemplo, uma base de emails e a usa como forma de relacionamento com os seus clientes, o email marketing é uma ótima forma de divulgar seu aplicativo. Se você tem uma conta no Twitter, não há porque não disponibilizar no mobile site. Caso você monitore a sua marca nas redes sociais, inclua também o nome do seu aplicativo. E por aí vai…
O essencial é entender que os canais são importantes, mas o foco principal é sempre o cliente ou potencial cliente. Quanto mais ele estiver envolvido com a sua marca, na maior quantidade de formas possíveis, melhores devem ser seus resultados.
Uma pesquisa da Brandbank apontou recentemente uma grande diferença de comportamento entre os proprietários de smartphones e os que possuem celulares comuns.
Embora a pesquisa tenha sido realizada no Reino Unido, onde a internet móvel já está mais avançada que no Brasil, a diferença de uso entre os smartphones e os celulares comuns tende a persistir e alguns resultados chamaram bastante a atenção.
O relatório indica que 34% dos usuários proprietários de smartphones disseram usar o celular para buscar melhores preços, contra apenas 2% dos proprietários de celulares comuns. Tivemos ainda 85% dos donos de celulares comuns dizendo que não utilizam o celular de nenhuma maneira para ajudá-los em uma compra, enquanto para os smartphones o número foi de apenas 19%.
O que se tira disso é que um aumento no número de smartphones deve ser acompanhado por um uso intenso da internet móvel para funções de compra. No ano de 2009, 8% dos celulares no Brasil eram smartphones.
Embora pareça um pequeno percentual, 8% são quase 14 milhões de pessoas engajadas e que querem ter uma boa experiência no celular.
A notícia fica ainda melhor quando nos lembramos de outro ponto relevante: o mercado está em uma grande transição. Hoje quase todos os celulares vendidos nas lojas possuem as características de um smartphone, como um bom navegador de internet e a capacidade de usar aplicativos. Sabendo que o consumidor brasileiro está disposto a mudar de celular, não deve demorar muito para que uma parte ainda maior do mercado utilize o celular efetivamente para decisões de compra.
Por isso é essencial para as empresas se planejar e oferecer uma boa experiência no celular. Caso contrário, quando um consumidor procurar por um produto usando o aparelho, sua marca pode perder mercado e sequer aparecer entre as possibilidades.
Já abordamos anteriormente no blog alguns pontos sobre qual endereço escolher para um mobile site. Indicamos o padrão “m.nomedosite” mas apresentamos outras opções.
Recentemente o Mobile Marketer publicou uma matéria sobre o assunto, embasada em uma interessante pesquisa da Ground Truth. Segundo a empresa, a falta de um padrão claro na definição do endereço é um obstáculo para os desenvolvedores. Embora procuremos pregar o m.nome do site, ele não chega a ser utilizado por todos os mobile sites, o que faz com que a cabeça do usuário ainda não enxergue esse tipo de endereço como um padrão. Por isso, ao tentar entrar em um site móvel, ele pode imaginar diferentes opções. E é nisso que devemos pensar ao desenvolver um mobile site.
Segundo o relatório, devemos disponibilizar para o usuário todos os endereços comuns como “m.”, “wap.” e “mobile.”, assim como o “.mobi “ sempre que o domínio estiver disponível. Dessa forma, se o usuário digitar um endereço que ele imagina que seja a versão móvel do seu site, conseguirá ter acesso sem dificuldades.
Um dado interessante da pesquisa é que, embora esses nomes se pareçam muito entre si, há diferença no seu uso. O “m.” é vinte e uma vezes mais utilizado que o “.mobi”, e o “wap.” é 68 vezes mais utilizado que o “mobile.”
Há ainda diversos acessos ao próprio “www” mas realizados por celulares. Recomenda-se também a identificação desses usuários e o redirecionamento para uma versão adaptada ao celular.
É interessante tentarmos criar um padrão e o “m.” é o que tem caminhado em passos mais largos em direção a isso. No entanto, enquanto esse padrão não é consolidado, cubra todas as possibilidades e garanta o acesso para todos
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