No post anterior comentei sobre a grande marca alcançada pelo iPhone e a sua App Store na semana passada. Indiscutivelmente, o iPhone revolucionou a indústria móvel e alavancou uma série de novas oportunidades para todos elementos da cadeia.
No entanto, quando o assunto é mobile marketing, muita gente tem se precipitado e tratado o iPhone como a principal (e por vezes a única) plataforma para se fazer ações e prover serviços.
Na semana passada, participei de um painel na ESPM organizado pela Network Confraria em conjunto com o João Carvalho da Pontomobi e a Melissa Beltrão do Yahoo! Brasil. O tema do painel era “Desmistificando o Mobile Marketing”, e a minha contribuição para a discussão foi uma apresentação sobre as limitações deste modelo de pensamento exclusivo para o iPhone.
Resumidamente, apresentei os seguintes argumentos para demonstrar essas limitações:
- O iPhone tem market share de menos de 0,5% no mercado nacional;
- Apesar dos donos de iPhone utilizarem a Internet móvel de forma muito acima da média, também há um número muito grande de pessoas que acessam a web pelo celular a partir de outros aparelhos. (No Brasil temos números de pesquisas que variam de 11 a 18 milhões de usuários únicos);
- Com o rápido crescimento do número de aplicativos na App Store, fica cada vez mais difícil promover um novo aplicativo pela própria loja (lembrando que os aplicativos não são encontrados pelas ferramentas de busca);
- Enquanto a Web como um todo está evoluindo rapidamente para aplicações ‘nas nuvens’ acessíveis por browsers em qualquer plataforma, os aplicativos vão na contra-mão deste movimento em alguns aspectos;
- A visibilidade dada pela mídia para o lançamento de qualquer novo aplicativo, independentemente de sua qualidade ou utilidade, está diminuindo. Chamei isto de ‘efeito Second Life’. (Obs: já discuti um pouco sobre o assunto neste texto para o Webinsider).
Depois de apresentar essas questões, a apresentação fechava com três dicas práticas:
1) Ter um mobile site ‘universal’ (que funcione adequadamente em todos aparelhos) é primordial;
2) Aplicativos e versões especiais do mobile site para iPhones são ótimas oportunidades de se fazer algo diferenciado para um público que utiliza serviços de forma bem acima da média;
3) Aplicativos para as outras plataformas são igualmente viáveis e também podem ser ótimas ferramentas de mobile marketing (neste caso, utilizando Java como cross-platform).
Para quem quiser conferir, os slides da apresentação podem ser vistos abaixo:
Como comentado no último post, está acontecendo desde ontem o Mobile Marketing Forum organizado pela MMA.
Destaco a palestra bem informativa e didática do Michal Becker, VP da iLoop Mobile (empresa responsável pela campanha do Barack Obama), sobre como o mobile marketing mundialmente está passando do estágio de experimentação para estratégico, com marcas importantes fazendo investimentos bem significativos no canal. Ele mencionou os exemplo das marcas Jaguar e Land Rover, que investirão mais de US$ 2 milhões em mobile marketing em 2009, e de programas permanentes como o da Home Depot e Papa John’s Pizza. No caso da Papa John’s, em 2008 mais de um milhão de pizzas foram pedidas e vendidas pelo mobile site da marca. (Já falamos dos cases destas marcas nestes posts aqui no blog: Jaguar, Home Depot, Papa John’s).
Outro ponto muito interessante do dia foi a discussão sobre o papel dos diferentes players da cadeia (agências, agências mobile, anunciantes, integradoras, desenvolvedores, etc.). O papel destes diferentes atores está se consolidando e consequentemente diminuindo o número de empresas que se propõem a ‘fazer tudo’. Outra conclusão importante foi a de que os players têm que trabalhar em conjunto para simplificar e facilitar a oferta para os anunciantes, já que o número elevado
Também estou fazendo alguns comentários do evento no Twitter (@ericnsantos). É possível acompanhar os comentários de todos pela tag #MMF, e a ‘narração ao vivo’ pelo Pedro do Mobilepedia (@Mobilepedia).
Acontece na semana que vem em São Paulo o capítulo Latin America do Mobile Marketing Forum, série de eventos organizadas pela Mobile Marketing Association (MMA) ao redor do mundo.
O objetivo do evento é trazer sob o mesmo teto todos os players importantes na cadeia da publicidade móvel (operadoras, anunciantes, agências, desenvolvedores, integradoras, etc.) e proporcionar um alto grau de aprendizado e networking. A agenda conta com palestras, painéis de debate, estudos de caso e um workshop intensivo de mobile marketing ministrado por representantes da Admob (maior empresa de mobile advertising do mundo) e da iLoop Mobile (empresa responsável pelo mobile marketing da campanha do Barack Obama).
Esse é um evento muito menos voltado para a pergunta “Por que fazer mobile marketing?” (o que ainda é o caso da maioria das aparições do tema mobile nos eventos no Brasil), e muito mais orientado para responder a pergunta “Como fazer mobile marketing?”. Ou seja, para quem já comprou a idéia e está investindo (ou querendo investir) em mobile marketing, vale muito a pena a participação.
O Terence Reis, diretor da MMA para a América Latina, anunciou ontem no seu Twitter um desconto de 25% para quem segui-lo lá, e me autorizou a estender esse desconto para os leitores do nosso blog.
As inscrições podem ser feitas aqui.