Mobile Marketing Blog

Este é o Mobile Marketing Blog da Praesto Convergence, onde discutimos como mobile marketing e mobile advertising podem ser utilizados para gerar resultados reais para marcas e empresas.

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Crescimento do uso de smartphones favorece comércio pelo celular

Uma pesquisa da Brandbank apontou recentemente uma grande diferença de comportamento entre os proprietários de smartphones e os que possuem celulares comuns.

Embora a pesquisa tenha sido realizada no Reino Unido, onde a internet móvel já está mais avançada que no Brasil, a diferença de uso entre os smartphones e os celulares comuns tende a persistir e alguns resultados chamaram bastante a atenção.

O relatório indica que 34% dos usuários proprietários de smartphones disseram usar o celular para buscar melhores preços, contra apenas 2% dos proprietários de celulares comuns. Tivemos ainda 85% dos donos de celulares comuns dizendo que não utilizam o celular de nenhuma maneira para ajudá-los em uma compra, enquanto para os smartphones o número foi de apenas 19%.

O que se tira disso é que um aumento no número de smartphones deve ser acompanhado por um uso intenso da internet móvel para funções de compra. No ano de 2009, 8% dos celulares no Brasil eram smartphones.
Embora pareça um pequeno percentual, 8% são quase 14 milhões de pessoas engajadas e que querem ter uma boa experiência no celular.

A notícia fica ainda melhor quando nos lembramos de outro ponto relevante: o mercado está em uma grande transição. Hoje quase todos os celulares vendidos nas lojas possuem as características de um smartphone, como um bom navegador de internet e a capacidade de usar aplicativos. Sabendo que o consumidor brasileiro está disposto a mudar de celular, não deve demorar muito para que uma parte ainda maior do mercado utilize o celular efetivamente para decisões de compra.

Por isso é essencial para as empresas se planejar e oferecer uma boa experiência no celular. Caso contrário, quando um consumidor procurar por um produto usando o aparelho, sua marca pode perder mercado e sequer aparecer entre as possibilidades.

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Plataformas e lojas de aplicativos do mundo mobile

O crescimento do número de celulares entre a população e a facilidade que se tem hoje de encontrar, baixar e testar aplicativos tem chamado muito a atenção das empresas para criar soluções para Mobile Marketing. Com o boom de aplicativos, foram surgindo as lojas para distribuição dos mesmos. Hoje exitem as app stores de fabricantes (como a Nokia Ovi Store e App Store da Apple), de sistemas operacionais (como Android Market Place e Windows Marketplace for Mobile), de operadoras (como Vivo Downloads Store) e as independentes (como GetJar).

Esse leque de opções nos leva a pergunta: qual plataforma e qual loja escolher para criar um aplicativo de minha marca?
Vamos apresentar então algumas características da principais plataformas e suas lojas.

AndroidAndroid
A plataforma Android é o sistema opensource criado pelo Google. Sua presença no mercado tem crescido constantemente com o lançamento de diversos aparelhos. Já são mais de 10 fabricantes e o número de modelos de celular com Android já passa de 45.
Hoje é a plataforma que mais ganha mercado!

Um problema que o sistema tem enfrentado é a fragmentação com suas versões. Como as fabricantes tem o costume de dar uma cara diferente para a interface, ao sair uma nova versão do sistema operacional (o chamado firmware), os usuários ainda tem de esperar para que a fabricante libere sua versão com a própria marca para que possam atualizar os seus celulares. Isso influencia nos aplicativos que estão atrelados à versão do firmware. Então, muitas vezes um modelo acaba saindo com uma versão antiga da plataforma mas os aplicativos e jogos mais novos foram feitos para uma versão mais recente.

iPhoneApple e iPhone
A Apple App Store está na frente da briga entre as lojas e é um sucesso. Em Janeiro foi anunciado a marca de 3 bilhões de downloads dos aplicativos no período de 18 meses, um número incrível.

O celular da Apple com certeza revolucionou o mundo mobile e fez muito barulho, mas já se percebeu que não restou apenas ele e não se deve fazer mobile marketing somente para o iPhone.

Outras observações rodeiam a criação de aplicativos para este aparelho, como a briga entre Steve Jobs e a Adobe sobre a não intenção de trazer o Flash para dentro do celular, o que faz com que muitos conteúdos da internet, que estão em Flash, sejam impossibilitados de ser acessados pelo iPhone.

NokiaNokia
A Nokia tem perdido um pouco de ser mercado por não ter evoluído seus sistemas por um bom tempo, deixando uma brecha para o iPhone e o Android, mas ainda é uma grande fabricante que detêm uma grande fatia do mercado.

A Nokia Ovi Store tem crescido muito e já começa a ganhar uma parcela do mercado. Sua loja tem evoluido com melhorias de interface, novas ferramentas para votar e comentar os aplicativos, o que ajudam a prender os usuários.

A loja suporta aplicativos para os modelos das séries S40, S60 3ª edição (N95, N73) e S60 5ª edição, e os modelos mais recentes dessa última série, como o N97 e o 5800 XpressMusic, estão aumentando o número de downloads na loja por já virem com o aplicativo da Ovi Store embarcado de fábrica.

RIM e BlackBerryRIM e BlackBerry
A RIM não possui uma fatia tão grande do mercado no Brasil como tem nos EUA, por exemplo, mas os seus celulares BlackBerry’s estão na mão de executivos e pessoas de classes mais altas.

Apesar de lá fora ter bastante mercado, a sua loja BlackBerry App World, é conhecida por não ser atrativa e ter alguns problemas. O número de aplicativos ainda está longe de chegar as lojas do Android e do iPhone mas está aumentando aos poucos.
A loja possui algumas pequenas funcionalidades interessantes como a integração de algumas redes sociais, o que pode ajudar a recomendação e divulgação de aplicativos.

Números no exterior dizem que a maioria de aplicativos baixados são de jogos, já que os jovens tem aumentado a porcentagem no mercado da RIM, que é explicado pela facilidade de usar o teclado QWERTY para escrever mensagens nos aparelhos.

Lojas independentes
E as lojas independentes, devemos considerar?
Os aplicativos de mensagens instantâneas Nimbuzz e mig33, por exemplo, já bateram 30 milhões e 23 milhões de downloads respectivamente, somente no site GetJar. O site, que suporta mais de 2 mil modelos de aparelhos, tem tido a média de 50 milhões de downloads por mês.

No momento, o site GetJar ainda não possui a possibilidade de remuneração sobre os aplicativos, então eles são distribuidos gratuitamente. Uma alternativa para retorno é utilizar publicidade dentro do aplicativo, opção que está crescendo muito.
O GetJar já informou que está trabalhando num mecanismo de pagamento mas ainda é preciso esperar.

Então, o que escolher e por onde começar
Como se viu, há diversas opções para produzir e lançar seu aplicativo mobile.
O que sugerimos sempre é estudar o seu produto e seu público e ver qual a melhor opção para atendê-lo na melhor forma do seu produto. É preciso ouvir o público, descobrir quais celulares ele possui e qual conteúdo ele procura. Por fim, é necessário agir. e não esperar o fim dessa fragmentação do mundo mobile para começar a investir no canal, como já comentamos.

Pode-se começar com mobile sites ricos e construídos com as melhores tecnologias; pode-se também fornecer uma melhor experiência se aproveitando das características permitidas pelos aplicativos (leia mais sobre aplicativos ou mobile sites).

O ideal é criar algo útil para o seu público, que o prenda a sua marca pelo celular, em qualquer hora e aonde quer que esteja.

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Não espere o fim da fragmentação em Mobile

O Mobile Marketing utilizando aplicativos vem crescendo bastante, mas ainda há o receio por parte de algumas empresas em investir na plataforma. Uma das alegações é o problema de termos uma grande diversidade de aparelhos.

De fato, temos diferentes plataformas no mercado e em várias vezes cada plataforma demanda um desenvolvimento próprio. O ponto é que essa fragmentação sempre vai ocorrer e não temos outro caminho a não ser lidar com isso. Não espere que surja uma plataforma única e universal antes de começar a investir no meio. Não foi assim com o Java, nem com o iPhone e não vai ser assim com nenhuma outra. Podemos inclusive comparar com os computadores em que até hoje há problemas de compatibilidade de software. O que ocorreu nos computadores ( a maioria dos serviços foi para as nuvens) deve acontecer também no celular. Mas assim como aconteceu com o pc, há ainda um bom tempo nesse processo, entre a melhoria dos browsers e a queda do preço de acesso a internet pelo celular. O “boom” dos aplicativos deve ser aproveitado.

O iPhone oferece uma experiência rica e aumenta as possibilidades de features em aplicativos, mas a plataforma Java pode atingir um número muito maior de usuários. Em pouco tempo especula-se que o Android vai ganhar bastante escala aqui e assim seguimos. Cada plataforma apresenta vantagens e desvantagens e vale a pena abraçar todo esse leque de opções.

A partir de um primeiro aplicativo, o custo para complementar com outras plataformas deve diminuir bastante, fazendo com que o ROI aumente. Se o problema for a monetização de aplicativos, já há diversas opções de pagamentos móveis que não necessariamente envolvem uma loja de aplicativos,

O fato é que há uma grande demanda iminente em mobile e quem estiver esperando que o problema da fragmentação se resolva antes de começar a agir, certamente perceberá muito tarde que ótimas oportunidades foram perdidas.

Esse post foi inspirado no texto In Mobile, Fragmentation is Forever. Deal With It.

Você também pode saber mais do assunto lendo nosso eBook grátis Aplicativos para Mobile Marketing: Mobile Branded Apps

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