O crescimento do número de celulares entre a população e a facilidade que se tem hoje de encontrar, baixar e testar aplicativos tem chamado muito a atenção das empresas para criar soluções para Mobile Marketing. Com o boom de aplicativos, foram surgindo as lojas para distribuição dos mesmos. Hoje exitem as app stores de fabricantes (como a Nokia Ovi Store e App Store da Apple), de sistemas operacionais (como Android Market Place e Windows Marketplace for Mobile), de operadoras (como Vivo Downloads Store) e as independentes (como GetJar).
Esse leque de opções nos leva a pergunta: qual plataforma e qual loja escolher para criar um aplicativo de minha marca?
Vamos apresentar então algumas características da principais plataformas e suas lojas.
Android
A plataforma Android é o sistema opensource criado pelo Google. Sua presença no mercado tem crescido constantemente com o lançamento de diversos aparelhos. Já são mais de 10 fabricantes e o número de modelos de celular com Android já passa de 45.
Hoje é a plataforma que mais ganha mercado!
Um problema que o sistema tem enfrentado é a fragmentação com suas versões. Como as fabricantes tem o costume de dar uma cara diferente para a interface, ao sair uma nova versão do sistema operacional (o chamado firmware), os usuários ainda tem de esperar para que a fabricante libere sua versão com a própria marca para que possam atualizar os seus celulares. Isso influencia nos aplicativos que estão atrelados à versão do firmware. Então, muitas vezes um modelo acaba saindo com uma versão antiga da plataforma mas os aplicativos e jogos mais novos foram feitos para uma versão mais recente.
Apple e iPhone
A Apple App Store está na frente da briga entre as lojas e é um sucesso. Em Janeiro foi anunciado a marca de 3 bilhões de downloads dos aplicativos no período de 18 meses, um número incrível.
O celular da Apple com certeza revolucionou o mundo mobile e fez muito barulho, mas já se percebeu que não restou apenas ele e não se deve fazer mobile marketing somente para o iPhone.
Outras observações rodeiam a criação de aplicativos para este aparelho, como a briga entre Steve Jobs e a Adobe sobre a não intenção de trazer o Flash para dentro do celular, o que faz com que muitos conteúdos da internet, que estão em Flash, sejam impossibilitados de ser acessados pelo iPhone.
Nokia
A Nokia tem perdido um pouco de ser mercado por não ter evoluído seus sistemas por um bom tempo, deixando uma brecha para o iPhone e o Android, mas ainda é uma grande fabricante que detêm uma grande fatia do mercado.
A Nokia Ovi Store tem crescido muito e já começa a ganhar uma parcela do mercado. Sua loja tem evoluido com melhorias de interface, novas ferramentas para votar e comentar os aplicativos, o que ajudam a prender os usuários.
A loja suporta aplicativos para os modelos das séries S40, S60 3ª edição (N95, N73) e S60 5ª edição, e os modelos mais recentes dessa última série, como o N97 e o 5800 XpressMusic, estão aumentando o número de downloads na loja por já virem com o aplicativo da Ovi Store embarcado de fábrica.
RIM e BlackBerry
A RIM não possui uma fatia tão grande do mercado no Brasil como tem nos EUA, por exemplo, mas os seus celulares BlackBerry’s estão na mão de executivos e pessoas de classes mais altas.
Apesar de lá fora ter bastante mercado, a sua loja BlackBerry App World, é conhecida por não ser atrativa e ter alguns problemas. O número de aplicativos ainda está longe de chegar as lojas do Android e do iPhone mas está aumentando aos poucos.
A loja possui algumas pequenas funcionalidades interessantes como a integração de algumas redes sociais, o que pode ajudar a recomendação e divulgação de aplicativos.
Números no exterior dizem que a maioria de aplicativos baixados são de jogos, já que os jovens tem aumentado a porcentagem no mercado da RIM, que é explicado pela facilidade de usar o teclado QWERTY para escrever mensagens nos aparelhos.
Lojas independentes
E as lojas independentes, devemos considerar?
Os aplicativos de mensagens instantâneas Nimbuzz e mig33, por exemplo, já bateram 30 milhões e 23 milhões de downloads respectivamente, somente no site GetJar. O site, que suporta mais de 2 mil modelos de aparelhos, tem tido a média de 50 milhões de downloads por mês.
No momento, o site GetJar ainda não possui a possibilidade de remuneração sobre os aplicativos, então eles são distribuidos gratuitamente. Uma alternativa para retorno é utilizar publicidade dentro do aplicativo, opção que está crescendo muito.
O GetJar já informou que está trabalhando num mecanismo de pagamento mas ainda é preciso esperar.
Então, o que escolher e por onde começar
Como se viu, há diversas opções para produzir e lançar seu aplicativo mobile.
O que sugerimos sempre é estudar o seu produto e seu público e ver qual a melhor opção para atendê-lo na melhor forma do seu produto. É preciso ouvir o público, descobrir quais celulares ele possui e qual conteúdo ele procura. Por fim, é necessário agir. e não esperar o fim dessa fragmentação do mundo mobile para começar a investir no canal, como já comentamos.
Pode-se começar com mobile sites ricos e construídos com as melhores tecnologias; pode-se também fornecer uma melhor experiência se aproveitando das características permitidas pelos aplicativos (leia mais sobre aplicativos ou mobile sites).
O ideal é criar algo útil para o seu público, que o prenda a sua marca pelo celular, em qualquer hora e aonde quer que esteja.