Há alguns dias, o Mobile Marketer postou uma matéria que retrata como a Domino´s Pizza está experimentando um crescimento muito acelerado das suas vendas através do celular (mobile commerce).
A empresa está pegando carona no rápido crescimento da Internet móvel e tem feito a sua parte para alavancar o processo. A ”fórmula” da Domino´s é composta de composta de vários componentes simples e que funcionam muito bem em conjunto.
Tudo começa com um bom mobile site, com versões especiais para cada tipo de telefone. Neste site, o usuário pode encontrar a loja mais próxima, consultar o menu, inserir cupons de desconto, entre outras opções. Uma função interessante é o Mobile Pizza Tracker, que indica em qual estágio está a pizza desde o pedido até a hora da entrega.

A promoção deste mobile site começa através do próprio web site da empresa e do envio email marketing para cadastrados. A Domino´s também compra banners (mobile advertising) em outros sites móveis para direcionar tráfego para o site nos momentos apropriados. Por fim, a empresa também mantém um sistema baseado em opt-in onde as pessoas recebem cupons de desconto por SMS, e podem utilizá-los para fazer o pedido no próprio mobile site.
Segundo o Rob Weisberg, VP de Marketing Multimídia da Domino´s, a empresa vem experimentando e espera manter crescimento próximos de 100% ao ano nos próximos anos com a venda via celular, o que cada vez mais vai ter impacto no resultado financeiro final da empresa.
Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui.
Na última edição da newsletter da MMA que foi enviada hoje, está em destaque um artigo do Mike Wehrs, presidente da associação, em que ele apresenta diferentes plataformas tecnológicas para utilização em campanhas de mobile marketing e discute brevemente os potenciais e limitações de cada plataforma. No texto, ele argumenta que o público-alvo e a estratégia geral da campanha devem ser levados em conta na hora da escolha das plataformas, evitando assim que se planeje as ações segundo o famoso ditado “para quem tem um martelo na mão, tudo parece prego”.
Fiz um rápido resumo do artigo com as observações que ele levantou para cada plataforma:
SMS
- Funciona em todos os aparelhos;
- Geralmente empregada para fazer a integração com outros canais (ex. outdoors, TV, revista, etc.);
- Facilidade de interação para os usuários.
Aplicativos para Smartphones (distribuídos pelas lojas dos fabricantes)
- Percentual de smartphones ainda é pequeno, porém cresce rapidamente;
- As App Stores facilitam aos consumidores a descoberta e instalação dos aplicativos;
- Aplicativos permitem uma experiência mais profunda e rica com a marca;
- Na medida que o número de aplicativos nas App Stores aumenta, fica mais difícil para o consumidor encontrá-los sozinho, o que exige um maior trabalho na promoção e distribuição pelas marcas.
Aplicativos para celulares “comuns” (não-smartphones)
- Esses celulares representam a grande maioria da base dos usuários atualmente (mais de 85%);
- Há diversas possibilidades de criação aplicativos ou advergames para esses celulares através de tecnologias como Java e Brew (observação pessoal: a possibilidade de distribuição desses aplicativos em ações presenciais com Bluetooth é uma ótima oportunidade em alguns casos);
- É uma opção a mais (além do SMS) para as marcas fazerem ações para o público da massa, proporcionando-os uma experiência mais rica.
Mobile sites para Internet móvel
- Depois do SMS, é a plataforma mais abrangente em termos de números de aparelhos suportados;
- Há uma ótima oportunidade de integração com campanhas de SMS. Os usuários podem receber o link do mobile site e ir visitá-lo sem ter que memorizar ou digitar nenhum endereço;
- O uso da Internet móvel tem um custo para o usuário cobrado pela operadora, caso ele não tenha nenhum plano de dados. Por isso os mobile sites devem ser bem projetados para minimizar os gastos (e espera do download) pelo usuário.
Mike fecha o artigo ressaltando que campanhas bem elaboradas geralmente utilizam ferramentas complementares, aproveitando o que há de melhor em cada uma para atingir o público-alvo. Vale a pena conferir o artigo na íntegra aqui.
Como já discutimos no ebook Internet Móvel para Mobile Marketing, uma empresa que espera bons resultados ao usar o mobile marketing deve oferecer um conteúdo que seja útil e interessante para o usuário. A mensagem não deve ser necessariamente o que a empresa quer dizer e sim o que o publico quer usar. Se houver relação entre ambos, melhor ainda.
Um caso essa semana ilustrou bem esse “casamento”. O torneio de tênis de Wimbledon, conhecido pela sua grande tradição, teve nessa edição uma inovação muito interessante. A IBM, gigante em processamento de dados e patrocinadora do torneio, ofereceu alguns conteúdos para o celular. Entre eles estão um aplicativo iPhone, um mobile site, um aplicativo para G1 e G2 e um mobile game.

Através dessas ferramentas o público aproximado de 400.000 visitantes é atendido pelos serviços com informações sobre o horário e local dos jogos, mapas do evento, resultados ao vivo de jogos ocorrendo em outras quadras e vídeos com os melhores momentos de algumas partidas, além do jogo, que serve como passatempo para os intervalos.
Ótimo para o evento, que ganha em estrutura, acessibilidade e informação, ótimo para o público, que fica bem informado de uma forma rápida e fácil, e ótimo para a IBM, que tem sua marca estampada no celular de milhares de pessoas.
Conheça os serviços oferecidos aqui.