O Sham Careem, diretor-geral da Momac UK, escreveu hoje um excelente artigo para a Mobile Marketing Magazine intitulado “Innovation, not Imitation”, onde debate com bastante propriedade a forma como as marcas (e operadoras) têm “escolhido” para criar a sua cara mobile. Ele aponta que, em geral, é feito uma pura e simples adaptação do conteúdo da Web, ou seja, uma versão mais pobre em termos de conteúdo e design para se ajustar às telas do aparelho, geralmente através de uma transformação automática. Isso resultaria em uma experiência final pobre para o usuário (que busca informação e interação imediata, e não browsing) e, consequentemente, maus resultados para a marca.

O que ele defende é que o projeto de qualquer mobile site seja desenhado a partir das características e possibilidades intrínsecas do usuário em movimento: imediato, ubíquo, pessoal e espontâneo.

O pequeno ponto que faltou na discussão é a noção de que o celular oferece muitas interfaces de consumo e produção de conteúdo que vão além de um mobile site WAP. Deve-se pensar, além dos fatores expostos, em qual a melhor maneira – tecnologicamente falando – de se interagir com o usuário para o case e público específico. São diversas as possibilidades de interface (ex. SMS, MMS, Aplicativos Java, Bluetooth, Wap sites, entre outros), que se adaptam de melhor ou pior forma para o objetivo de comunicação estabelecido. Para isto, além do domínio tecnológico, é importante entender também o perfil da base de usuários (renda, tipo de celulares, etc.) e os seus hábitos de consumo de serviços móveis para se produzir uma campanha ou serviço assertivo de mobilidade.