Depois da alta expectativa criada no lançamento e uma adoção inicial pelo público mais high-tech, o Android, sistema operacional do Google para celulares, vai ganhando corpo e já dá sinais de que terá muita força a partir do ano que vem.
Começando pelo grande número de aparelhos já lançados e em lançamento com as mais diferentes configurações e preços (confira a lista dos aparelhos pelo TechCrunch aqui), passando pela boa repercussão e número inicial de vendas do Motorola Droid (primeiro aparelho Android com investimento pesado de mídia) e culminando no anúncio do Nexus, o Google Phone - que será vendido desbloqueado e desvinculado de operadora – o Android promete abocanhar um bom pedaço das vendas de smatphones no próximo ano.

- Foto do Nexus – o Google Phone
Além disso, todo o ecossistema mobile parece estar confiando e favorecendo esse crescimento do Android. O Mobile Crunch aponta hoje que o Android Market já atingiu o número de 20.000 aplicativos para download, enquanto a Admob reporta crescimento contínuo da presença do Android na sua rede. No relatório de outubro o Android já respondia por 11% das requisições da rede, atrás apenas do Symbian (que vem perdendo espaço) e do iPhone OS.
Aos poucos, vemos que o Android e o iPhone criaram um novo padrão de experiência para os usuários, e que se nada mudar com relação aos outros fabricantes, a tendência é que esses telefones se desgrudem ainda mais dos demais em adoção de serviços e, especialmente no caso do Android (pelo menores preços dada a flexibilidade de hardware), também em número de vendas.
Por fim, deixo a recomendação de um post bastante interessante do investidor americano Fred Wilson, onde ele analisa o que significa para a indústria mobile o lançamento do Google Phone ao reforçar uma separação maior entre o fabricante do hardware, a rede (operadoras), o desenvolvedor do sistema operacional e os desenvolvedores de aplicações. O post na íntegra pode ser lido aqui.





