Mobile Marketing Blog

Este é o Mobile Marketing Blog da Praesto Convergence, onde discutimos como mobile marketing e mobile advertising podem ser utilizados para gerar resultados reais para marcas e empresas.

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Como desenvolver um aplicativo iPhone – Parte 2 – Conteúdo

É quase consenso que a propaganda tradicional não funciona mais como antigamente. Antes as pessoas eram invadidas constantemente e ficavam passivas à situação. A TV, o rádio, as ligações de vendas, tudo empurrava a propaganda goela abaixo do consumidor. Hoje, com o advento da Web 2.0, isso mudou bastante. As pessoas que eram passivas tornaram-se ativas e todo mundo passou a ter voz e espaço. A maioria tem perfil em redes sociais onde manifestam suas vontades e preferências através de comunidades, fóruns, twits e etc.

É nesse ponto que os aplicativos mostram o seu valor. A Apple anunciou na sua última conferência que o número de downloads  na App Store já supera quatro bilhões (4.000.000.000), um número espantoso! O interessante é que todos esses downloads foram requisitados pelos próprios usuários, ninguém foi obrigado a nada. Percebe-se então que a dinâmica da App Store e a viralização proporcionada pelos próprios usuários facilita a aproximação das marcas aos seus clientes.

Contudo, vamos analisar o significado real desse grande número de downloads: a frequência e volume com que eles ocorrem mostram que o mobile marketing pode ser encarado como uma ótima oportunidade de se chegar ao consumidor. Entretanto, o que devemos ter em mente é que chegar até o consumidor é pouco. O download de um aplicativo é similar a ação de trazer o cliente para dentro de sua loja, é parte importante do caminho, mas se ele não compra, de nada adianta. E isso se aplica a qualquer outra função a que o aplicativo se proponha: se a meta é branding, deve haver uma interação real com o usuário, se for CRM, deve haver contato e assim por diante.

De acordo com uma pesquisa da Pinch Media de 2008, cerca de 20% dos usuários usam novamente o aplicativo no dia após a instalação, e o número se reduz para 5% num período de 20 dias. Estima-se que o número a longo prazo de usuários utilizando o aplicativo seja apenas 1%!  Então surge um novo problema: como conseguimos o engajamento necessário para criar um vínculo de longo prazo com o usuário?

Gráfico Uso x Dias

A regra geral aqui é conteúdo! Quando oferecemos algo de qualidade, o produto é comentado e consegue resultados positivos na veiculação da marca, facilitando assim que o aplicativo ganhe escala e seja recomendado. É por um conteúdo de qualidade que nos interessamos em ter a marca diariamente em nossos aparelhos. Por exemplo, é por oferecer muitas receitas e drinks interessantes que escolhemos ver sempre a marca Absolut em cada tela do aplicativo Drinkspiration. De fato, até sentimos vontade de talvez comprar uma garrafa para experimentar uma receita.

Como produzir conteúdo não tem regras ou fórmulas, vamos apresentar outros exemplos para ilustrar a importância dele.

Recentemente analisamos o aplicativo Futebol que é um ótimo exemplo de entrega de conteúdo de boa qualidade para seu público. Aplicativos na categoria de esportes tem uma ótima taxa de retorno de usuários porque campeonatos e competições sempre estão acontecendo. Marcas de material esportivo que ainda não possuem presença mobile, como Penalty ou Topper, por exemplo, poderiam se aproveitar de aplicativos como esses para patrociná-los e ficarem mais próximas de potenciais clientes.

Outro aplicativo muito interessante é o da Expand, importadora de vinhos. Com muitas informações e funcionalidades úteis, como harmonização, pesquisa de vinhos e localização de lojas, o aplicativo educa e gera interesse nos produtos vendidos, acertando em cheio ao estreitar os laços entre os consumidores e a marca.

iPhone Screenshot 2

Com conteúdo relevante , conseguimos uma relação com o usuário que a mídia tradicional nunca foi capaz de criar. Ao tomar uma decisão, é natural optarmos pelas coisas que nos são mais próximas,  ou seja, na próxima vez que um usuário do aplicativo Expand sentir vontade de comprar um vinho, há uma grande possibilidade de que ele procure (até mesmo usando o aplicativo) uma loja da Expand. Na próxima vez que o usuário do Futebol escutar um grito de gol, é muito provável que ele consulte o globoesporte.com.

Fica claro então a vantagem dessa nova maneira de fazer marketing: conseguir que a marca fique sempre viva na cabeça do cliente associando a ela uma experiência positiva e de acesso rápido e fácil pelas midias móveis.

No último post da série falaremos sobre a importância de se levar em conta o contexto do mundo mobile. Além das prioridades diferentes entre um usuário usando um celular e um usando computador, temos várias limitações. Até lá!

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Um Aplicativo por Semana: BMW Roadside

O aplicativo que apresentamos hoje é o BMW Roadside , da BMW.

Diz-se que de forma geral custa 5 ou 6 vezes mais caro conquistar um novo cliente do que manter um cliente existente. Com esse pensamento em mente, escolhemos esse aplicativo para falar e  dar exemplo de mais uma das funções que o Mobile Marketing pode cumprir muito bem: agregar valor ao produto/serviço vendido, fazendo CRM.

A BMW disponibilizou o aplicativo Roadside Assistance nas plataformas Android, BlackBerry e iPhone, somente para os aparelhos providos de GPS. É um caso em que algo a mais é oferecido para o cliente, gerando satisfação e facilidade no atendimento.

Pelo aplicativo é possível fazer a requisição de reboque, troca de pneu, de bateria entre diversos outros. Tudo através de menus indicativos e uma navegação simples.

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Há a opção de verificar os detalhes do pedido de serviço, recebendo por exemplo o seu número de protocolo e o tempo estimado para que o serviço chegue até o local, além de diversas outras funcionalidades, como encontrar uma loja próxima, ligar para o atendimento da empresa e comunicar furto do veículo.

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O aplicativo utiliza-se muito bem da tecnologia, aproveitando-se do GPS dos aparelhos para buscar o serviço mais próximo e servir bem o usuário.

O design não conta com nada muito diferente, mas sua simplicidade e facilidade de realizar as ações também são bastante elogiáveis.

Elogia-se também a disponibilidade nas três plataformas. Quanto ausência de um aplicativo Java e de aparelhos que não possuem GPS, pra quem tem uma BMW e num mercado de celulares avançado como americano, podemos acreditar que não seja um problema: o aplicativo atinge sem restrições o público alvo interessado.

Muito legal também o site de apresentação do aplicativo, com um FAQ pertinente e um passo-a-passo para instalação nas diversas plataformas.

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Como desenvolver um aplicativo iPhone – Parte 1 – Design

Elegante, com um hardware poderoso e muito popular, o iPhone é uma mídia móvel muito importante. Conquistar um pedaço desse terreno virtual (mais sobre o assunto no eBook Aplicativos para Mobile Marketing) seria muito interessante para muitas empresas. Contudo, isso não é simples como colocar um anúncio em um outdoor em uma avenida movimentada ou um banner em um site com um grande número de acessos. O aplicativo deve ser interessante o suficiente para que o usuário disponibilize tempo e esforço, para, dentre muitos outros aplicativos, escolher o seu, fazer download e mante-lo em seu aparelho. Este é o primeiro de uma série de três posts sobre como alcançar esse objetivo. Hoje vamos falar sobre interface, porque nesse caso a primeira impressão é realmente a que conta.

Os usuários julgam o aplicativo pela capa. Um aplicativo pouco “polido”, com uma interface pouco interessante parece transmitir a mensagem que seu conteúdo terá as mesmas falhas. No entanto, é preciso ter cuidado para não exagerar nos gráficos e esquecer o que o usuário realmente quer, conteúdo. Por exemplo, o aplicativo Flickr. O que o usuário quer quando entra no aplicativo? Fotos. Os usuários não querem ficar presos em menus e elementos de navegação bonitos. Flickr consegue entregar isso de uma maneira simples e muito eficiente, quase toda a navegação é feita com as próprias fotos.

Flickr Flickr

Você pode ter o aplicativo mais útil do mundo, mas se essa informação estiver enterrada embaixo de uma interface confusa seus usuários provavelmente desistirão de acessar o conteúdo. Mudar radicalmente os elementos da interface com o usuário tornará seu aplicativo menos intuitivo, o que levará a mais erros, e uma curva de aprendizado maior. Mas o que é ser intuitivo? Ser intuitivo é simplesmente algo que o usuário apenas faz, sem aprender nada de novo. Ou seja, intuitivo nesse contexto é quase sinônimo de “familiar”. Ao usarmos itens familiares aos usuários (não reinventar a roda) facilitamos a navegação e a experiência se torna mais agradável. O aplicativo do facebook possui uma grade de ícones aonde o usuário pode deslizar para a esquerda ou para a direita para acessar mais opções. Como o aplicativo imita um componente nativo do iPhone o usuário não precisa reaprender como usar o menu.

Facebook Facebook

Recentemente na série de posts Um Aplicativo Por Semana, avaliamos o aplicativo Tylenol Pm. Esse é um ótimo exemplo de como implementar elementos de navegação customizados, mas ao mesmo tempo bastante intuitivos.Devido a pequenos detalhes como a sombra nas laterais da escolha das horas, e as faces “cortadas” nas laterais os controles passam a idéia de que podem ser deslocados para as laterais. Um show a parte é o gráfico de horas dormidas, que tem uma ótima aparência e não perde a usabilidade. A única crítica vai para a seleção de data, que tem botões muito pequenos e que não respondem muito bem.

Tylenol PM Tylenol PM

No próximo post da série, falaremos sobre o engajamento dos usuários.

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