Embora o mobile marketing no Brasil venha crescendo bastante, ainda encontramos algumas barreiras por mitos que o mercado acaba criando. Um dos motivos que ainda costumam ser citados para não se fazer mobile marketing (ou pelo menos, não fazer algo mais elaborado) está relacionado ao tipo de conteúdo possível de ser utilizado nos celulares dos consumidores, já que a grande maioria da base tem celulares pré-pagos. Supõe-se que esses celulares são ‘simples’, e que estão limitados em funcionalidades a apenas ligações e mensagens SMS.
Essa relação de que os aparelhos pré-pagos são ‘simples’ é uma percepção um pouco equivocada, especialmente no Brasil, onde o celular chega a ser até uma forma de “ascensão social”. Ainda assim, mesmo os aparelhos de entrada (low-end) atualmente já têm muito mais recursos do que há alguns anos atrás, como câmera, aplicativos Java, Bluetooth, mensagens MMS, entre outros.
Para usar como exemplo o acesso à Internet móvel, vários dos aparelhos mais simples de antigamente possuíam navegadores compatíveis apenas com o antigo WAP 1.0 (WML), que permitia somente textos, links e imagens simples. Além disso, o acesso à internet ficava mais escondido no celular, nem todas as páginas apresentavam uma boa exibição, o conteúdo nem sempre era compatível e a experiência do usuário acabava não sendo tão boa na navegação.
Hoje praticamente todos os celulares que estão nas prateleiras das lojas possuem diversas funções que possibilitam uma experiência de uso bem melhor para os que não querem usar o celular só para fazer ligações.
Pegamos como exemplo um quadro de alguns dos celulares mais presentes nas lojas e vimos suas funcionalidades disponíveis:
O interessante é que pegamos alguns dos mais baratos, como o Nokia 2630, vendido no Wal-Mart por R$ 249,00, até os mais caros, como o Nokia N95, vendido na Saraiva por R$ 1.999,00, e mesmo assim, vimos que todos evoluíram muito.
O ponto que nos interessa disso tudo é que essa evolução favorece muito o mobile marketing. As campanhas atualmente podem envolver elementos mais ricos, como aplicativos, mobile sites, ações de proximidade com Bluetooth, etc. Esses recursos já atingem a grande maioria da base da população, mesmo considerando o legado de alguns anos.
Neste ponto, a chegada do iPhone contribuiu ainda mais para o mercado. O navegador do aparelho, extremante intuitivo, estimula o uso da internet no celular, bem como a App Store estimula o download de aplicativos, além do consagrado player MP3, que deu origem a tudo. O sucesso do aparelho “acordou” os outros fabricantes, que estão acelerando a adoção de novas tecnologias e desenvolvimento de melhores interfaces para o usuário.
Resumindo, os recursos dos celulares atuais já não são limitantes para se fazer campanhas criativas e que possam gerar resultados muito bons. A mesma criatividade e ousadia que algumas marcas já estão tendo com o iPhone também podem ser aplicadas para os outros celulares, com a vantagem de ter uma base muito maior de consumidores que podem tirar proveito da campanha ou serviço.











