A crise parece passar longe da HTC. A empresa revisou para cima as previsões de vendas do seu modelo Touch Diamond, passando de 2 para 3 milhões de unidades, e do G1, o primeiro modelo com o Android, de 600 mil para 1 milhão.
A boa aceitação do G1 e a perspectiva de rápida disseminação do Android em outras plataformas levanta ainda uma outra questão: o quanto o Android é uma ameaça aos planos da Apple com o iPhone? O Mauricio Moraes do blog Na Linha do Google da INFO Online levanta essa mesma questão neste post, e aposta que as características de sistema aberto do Android tendem a prevalecer, fato que foi de fundamental importância para a Microsoft ganhar a briga com a Apple no mercado de PCs.
É certo que a Apple deu um grande passo em abrir o iPhone para aplicativos de terceiros, além de criar um ecosistema mais saudável do que as operadoras para os desenvolvedores e usuários em torno da App Store. Ainda assim, vale lembrar que a empresa se reserva o direito de reprovar a entrada de aplicativos na loja, como aconteceu com o browser Opera Mini, por exemplo. Essa postura desestimula a inovação, e a longo prazo pode ser um fator de desequilíbrio para a turma do Android. Coincidentemente, ontem a mesma Opera anunciou o lançamento da versão para Android do seu Opera Mini.
Vale lembrar ainda que quem está por trás do Android é o Google, tentando transferir para a internet móvel toda a dominância que já possui na internet tradicional. Cabe às empresas do consórcio do Android, em especial as fabricantes, correrem atrás da Apple para produzir aparelhos e interfaces que consigam o mesmo apelo alcançado pelo iPhone.





