A Nielsen conduziu uma pesquisa com as operadoras americanas para saber quais são os sites mais acessados pelos celulares dos seus clientes. O resultado reflete que o domínio das principais marcas na Internet já é refletido na mobile web, pelo menos até então.
Para o mês de janeiro, em primeiro ficou o Yahoo! com o seu Yahoo! Go, com 19,69 milhões de usuários únicos. Em segundo lugar aparece o Google, com 15,15 milhões, seguido pela MSN com 11,87 milhões, AOL (marca ainda forte nos EUA) com 8,90 milhões e Weather Channel, com 7,44 milhões.
O Weather Channel surpreende pela sua posição na lista, por ser um site de conteúdo vertical com quase o mesmo o número de acesso dos grandes portais. No entanto, isto demonstra que o usuário em mobilidade possui necessidades diferentes (e extras) de quando está navegando pelo PC. Não à toa o próprio Weather Channel possui mais usuários acessando seu serviço pelo celular do que pelo computador (números aqui).
Vale ressaltar que todos os serviços citados possuem versões móveis bem projetadas de seus sites, além de que alguns deles também oferecem a opção de acesso via aplicativos Java, proporcionando uma melhor experiência de uso.
Fonte da notícia: Mobile Marketer
Segundo notificação de vários veículos (ex. Folha Online e Adnews), a TIM fechou uma parceria com o Google para fornecer, através do seu portal WAP, acesso aos vídeos do Youtube.
Para ver os vídeos, os usuários devem pagar R$ 1,50 mais impostos por megabyte trafegado, além do próprio custo da conexão WAP dependendo do plano de dados assinado, que pode chegar R$ 48,00 por megabyte, conforme a tabela de preços da TIM.
Conforme já falamos aqui, o YouTube já estava (e continua) acessível para qualquer usuário de qualquer operadora, bastando digitar m.youtube.com no browser do celular.
Ficam as perguntas sobre o modelo de negócio:
Quem está disposto a pagar tais valores para ver um vídeo desses no celular?
Destes, quantos não acessarão diretamente o site do YouTube mobile e não pagarão o pedágio extra da TIM (que nesse caso ainda ganha com o tráfego de dados)?
E com a proliferação dos celulares com Wi-Fi, qual o modelo de negócios que as operadoras esperam?
Por isso muita gente diz que, continuando a apostar nos modelos antigos (revenue share por download e uso de conteúdo), as operadoras móveis caminham para ser o que são as fixas hoje – cada vez mais apenas fornecedoras de infra-estrutura de rede, para um consumidor com cada vez mais opções de acesso, que não necessariamente precisam passar pelas redes das operadoras.
[atualizando]
Mais dois posts pertinentes sobre o tema:
http://www.odontopalm.com.br/gsf/arquivo/2008/01/youtube_mobile.html (Bia Kunze)
http://www.lossio.com.br/2008/01/31/a-farsa-do-youtube-e-google-na-tim/ (Rodrigo Lóssio)
Mais uma aposta no “ano da mobile web“, desta vez por Eric Schmidt, CEO do Google, em um dos painéis do Fórum Econômico Mundial em Davos, na semana passada.
Segundo ele, a chegada da experiência real de Internet no celular, aliada à possibilidade de publicidade baseada na localização geográfica, trará uma enorme revolução.
Mais palavras fortes:
“It’s the recreation of the Internet, it’s the recreation of the PC (personal computer) story and it is before us — and it is very likely it will happen in the next year.”
O pronunciamento coincide com o lançamento recente da funcionalidade de localização para o Google Maps Mobile, para aparelho com ou sem GPS. (outra nota explicativa aqui)
Fonte: Reuters