Segundo notificação de vários veículos (ex. Folha Online e Adnews), a TIM fechou uma parceria com o Google para fornecer, através do seu portal WAP, acesso aos vídeos do Youtube.
Para ver os vídeos, os usuários devem pagar R$ 1,50 mais impostos por megabyte trafegado, além do próprio custo da conexão WAP dependendo do plano de dados assinado, que pode chegar R$ 48,00 por megabyte, conforme a tabela de preços da TIM.
Conforme já falamos aqui, o YouTube já estava (e continua) acessível para qualquer usuário de qualquer operadora, bastando digitar m.youtube.com no browser do celular.
Ficam as perguntas sobre o modelo de negócio:
Quem está disposto a pagar tais valores para ver um vídeo desses no celular?
Destes, quantos não acessarão diretamente o site do YouTube mobile e não pagarão o pedágio extra da TIM (que nesse caso ainda ganha com o tráfego de dados)?
E com a proliferação dos celulares com Wi-Fi, qual o modelo de negócios que as operadoras esperam?
Por isso muita gente diz que, continuando a apostar nos modelos antigos (revenue share por download e uso de conteúdo), as operadoras móveis caminham para ser o que são as fixas hoje – cada vez mais apenas fornecedoras de infra-estrutura de rede, para um consumidor com cada vez mais opções de acesso, que não necessariamente precisam passar pelas redes das operadoras.
[atualizando]
Mais dois posts pertinentes sobre o tema:
http://www.odontopalm.com.br/gsf/arquivo/2008/01/youtube_mobile.html (Bia Kunze)
http://www.lossio.com.br/2008/01/31/a-farsa-do-youtube-e-google-na-tim/ (Rodrigo Lóssio)





