Mobile Marketing Blog

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Como são desenvolvidos os sites móveis e como dividi-los em diferentes versões

Ontem repassamos pelo Twitter da Praesto uma matéria bacana que o pessoal da Olhar Digital fez sobre construção de mobile sites, que incluiu uma entrevista de caráter bastante didático com o Marcelo Castelo da F.biz, onde ele comentou quais são as dificuldades e desafios para se fazer um site para celular. O vídeo da matéria está abaixo:

Um ponto interessante que chamou a atenção foi a questão da divisão das ‘categorias’ de celulares para a construção dos mobile sites. A matéria sugere que se divida a produção dos mobile sites em três versões diferentes: WAP (para celulares mais simples e com telas menores), Smartphones (telas maiores), e Smartphones com touch screen.

Essa divisão faz bastante sentido e é fácil de ser explicada, mas também traz dois pequenos problemas:
- A categoria Smartphones já não tem uma relação tão direta com o tamanho da tela. Há celulares como o Nokia 3250 que é considerado Smartphone (sistema operacional Symbian S60), mas tem uma tela pequena (176×208 pixels). Por outro lado, o SonyEricsson  W580i   tem uma tela bem maior (240×320 pixels), mas não é considerado Smartphone. (Mais sobre o assunto neste post aqui);
- Os Smartphones com tela touch também variam muito pelo tamanho de tela e pelos tipos de recursos disponíveis. Celulares como o LG KF755 ou HTC Touch têm tela menor e menos recursos no navegador do que o iPhone ou o G1, por exemplo.

Assim como aconteceu na Internet, acredito que, no caso dos mobile sites, com uma maior uniformização dos browsers e recursos dos celulares, a tendência é que essa divisão das diferentes versões nos projetos seja associada basicamente ao tamanho da tela do aparelho. (Lembrando da premissa básica de que mobile site não é miniaturização de um site Web). Mas enquanto isso não acontece, nossa recomendação é bastante similar à apresentada na matéria:

- Fazer três versões do mobile site: uma para telas de referência 176×220 pixels e com menos recursos gráficos (celulares mais simples e mais lentos), outra para telas de referência 240×320 pixels com mais recursos e uma versão especial para iPhone/G1, onde é possível prover uma experiência bem diferenciada para o usuário;

- Caso não haja tempo/orçamento para fazer as três versões, escolher um tamanho de referência conforme explicamos neste post recente.

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Como as pessoas realmente usam o iPhone

A Create with Context, empresa de pesquisa e estratégia em design, realizou um estudo bastante interessante sobre o comportamento dos usuários com relação aos recursos de interface do iPhone. Segundo a empresa, produtos revolucionários como o iPhone costumam influenciar o design de diversos tipos de produtos subsequentes – seja em web, celular ou PC – e portanto devem ser estudados para se identificar os elementos que de fato ‘funcionam’ do conjunto.

Como metodologia, participaram da pesquisa pessoas de três diferentes grupos: donos de iPhone, pessoas que têm conhecimento do iPhone mas não possuem um, e pessoas que nunca viram/tocaram um iPhone.  As idades dos participantes variaram entre 30 e 55 anos.
Os detalhes da pesquisa estão disponíveis na apresentação abaixo:

Como conclusão da pesquisa, a empresa deixa 8 regras práticas para construção de aplicativos para iPhone (mais detalhes na própria apresentação):

1) Aproveite os comportamentos já aprendidos pelos usuários por outras aplicações;

2) Evite inconsistências entre as diferentes interações;

3) Disponibilize um claro vínculo conceitual entre os diferentes widgets;

4) Deixe espaço entre diferentes botões de ações;

5) Preveja e planeje antecipadamente escorregões acidentais para o deslize do dedo;

6) Não confie exclusivamente no multitouch;

7) Forneça feedback visual para toques na tela;

8 ) Crie interações intuitivas (óbvias).

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