Este é o Mobile Marketing Blog da Praesto Convergence, onde discutimos como mobile marketing e mobile advertising podem ser utilizados para gerar resultados reais para marcas e empresas.
Uma pesquisa da comScore mostrou que o número de usuários que acessam redes sociais através de seu aparelho chegou ao alto índice de 30,8% em Janeiro.
Dentre os serviços, vale destacar um crescimento de acesso via mobile de 112% ao Facebook e impressionantes 347% ao Twitter, em apenas um ano. “O crescimento de acesso a essas duas redes é uma prova de que Mobile parece ter uma sinergia natural com as mídias sociais”, diz Andrew Lipsman, diretor sênior de análises industriais da comScore.
Segundo Lipsman, isso implica em um forte sinal para todos que trabalham com marketing de que é necessário pensar em aplicações das mídias sociais para o ambiente móvel. As redes sociais continuam sendo um dos serviços que crescem de forma mais rápida, tanto no PC quanto na internet móvel. Telefones celulares tornaram-se o centro de como as pessoas se comunicam com seu círculo de amigos atualmente.
Mais alguns dados ilustram o crescimento: 11,1% de todos os usuários de telefones celulares acessaram uma rede social pelo aparelho, um aumento de 4,6% em um ano. Nos smartphones, os 22,5% de 2009 subiram mais 8% e o uso chegou a 30,8%. Cerca de 6 milhões de usuários acessam essas redes sociais exclusivamente pelo celular.
Lipsman completa dizendo que isso tudo é apenas a ponta do iceberg. Ainda temos muito para entender sobre como as pessoas vão socializar e conectar-se no ambiente móvel e como poderemos complementar essas interações com eventos sociais, compras offline, pagamentos e transações. As possibilidades não têm limites, por isso será interessante ver como esse espaço será utilizado nos próximos anos.
Ontem repassamos pelo Twitter da Praesto uma matéria bacana que o pessoal da Olhar Digital fez sobre construção de mobile sites, que incluiu uma entrevista de caráter bastante didático com o Marcelo Castelo da F.biz, onde ele comentou quais são as dificuldades e desafios para se fazer um site para celular. O vídeo da matéria está abaixo:
Um ponto interessante que chamou a atenção foi a questão da divisão das ‘categorias’ de celulares para a construção dos mobile sites. A matéria sugere que se divida a produção dos mobile sites em três versões diferentes: WAP (para celulares mais simples e com telas menores), Smartphones (telas maiores), e Smartphones com touch screen.
Essa divisão faz bastante sentido e é fácil de ser explicada, mas também traz dois pequenos problemas:
- A categoria Smartphones já não tem uma relação tão direta com o tamanho da tela. Há celulares como o Nokia 3250 que é considerado Smartphone (sistema operacional Symbian S60), mas tem uma tela pequena (176×208 pixels). Por outro lado, o SonyEricsson W580i tem uma tela bem maior (240×320 pixels), mas não é considerado Smartphone. (Mais sobre o assunto neste post aqui);
- Os Smartphones com tela touch também variam muito pelo tamanho de tela e pelos tipos de recursos disponíveis. Celulares como o LG KF755 ou HTC Touch têm tela menor e menos recursos no navegador do que o iPhone ou o G1, por exemplo.
Assim como aconteceu na Internet, acredito que, no caso dos mobile sites, com uma maior uniformização dos browsers e recursos dos celulares, a tendência é que essa divisão das diferentes versões nos projetos seja associada basicamente ao tamanho da tela do aparelho. (Lembrando da premissa básica de que mobile site não é miniaturização de um site Web). Mas enquanto isso não acontece, nossa recomendação é bastante similar à apresentada na matéria:
- Fazer três versões do mobile site: uma para telas de referência 176×220 pixels e com menos recursos gráficos (celulares mais simples e mais lentos), outra para telas de referência 240×320 pixels com mais recursos e uma versão especial para iPhone/G1, onde é possível prover uma experiência bem diferenciada para o usuário;
Como comentado no último post, está acontecendo desde ontem o Mobile Marketing Forum organizado pela MMA.
Destaco a palestra bem informativa e didática do Michal Becker, VP da iLoop Mobile (empresa responsável pela campanha do Barack Obama), sobre como o mobile marketing mundialmente está passando do estágio de experimentação para estratégico, com marcas importantes fazendo investimentos bem significativos no canal. Ele mencionou os exemplo das marcas Jaguar e Land Rover, que investirão mais de US$ 2 milhões em mobile marketing em 2009, e de programas permanentes como o da Home Depot e Papa John’s Pizza. No caso da Papa John’s, em 2008 mais de um milhão de pizzas foram pedidas e vendidas pelo mobile site da marca. (Já falamos dos cases destas marcas nestes posts aqui no blog: Jaguar, Home Depot, Papa John’s).
Outro ponto muito interessante do dia foi a discussão sobre o papel dos diferentes players da cadeia (agências, agências mobile, anunciantes, integradoras, desenvolvedores, etc.). O papel destes diferentes atores está se consolidando e consequentemente diminuindo o número de empresas que se propõem a ‘fazer tudo’. Outra conclusão importante foi a de que os players têm que trabalhar em conjunto para simplificar e facilitar a oferta para os anunciantes, já que o número elevado
Também estou fazendo alguns comentários do evento no Twitter (@ericnsantos). É possível acompanhar os comentários de todos pela tag #MMF, e a ‘narração ao vivo’ pelo Pedro do Mobilepedia (@Mobilepedia).
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